O universo conhecido inteiro em uma única imagem

A imagem acima é uma concepção de escala logarítmica de todo o universo observável conhecido, com o nosso sistema solar no centro.

A obra foi criada pelo músico e artista Pablo Carlos Budassi, baseando-se em mapas logarítmicos do universo reunidos por pesquisadores da Universidade de Princeton, nos EUA, bem como imagens produzidas pela NASA graças a observações de seus telescópios e sondas espaciais.

Você pode não reconhecer à primeira vista, mas estão na imagem o sistema solar e seus planetas, o cinturão de Kuiper, a nuvem de Oort, a estrela Alpha Centauri, o Arco de Perseu, toda a Via Láctea, a galáxia de Andrômeda, outras galáxias próximas, a teia cósmica, a radiação de micro-ondas cósmica e o plasma invisível produzido nas extremidades do universo.

Você pode ver uma versão em alta definição da imagem aqui.

O belo “retrato do universo” foi baseado em mapas feitos pelos astrônomos J. Richard Gott e Mario Juric, da Universidade de Princeton, usando dados do Sloan Digital Sky Survey, o mais ambicioso levantamento astronômico já feito.

Ao longo dos últimos 15 anos, um telescópio óptico de grande alcance no Observatório Apache Point, em Novo México, nos EUA, capturou os mapas tridimensionais mais detalhados do universo, incluindo mais de 3 milhões de objetos astronômicos.

Mapas logarítmicos são uma maneira muito útil de visualizar algo tão inconcebivelmente grande quanto o universo conhecido. Cada incremento nos eixos aumenta em um fator (ou ordem de grandeza) de 10.

Tais mapas foram publicados na revista científica Astrophysical Journal em 2005, e você pode navegá-los e baixá-los neste site.

Embora incrivelmente úteis, mapas logarítmicos não são muito legais de se olhar.

Aí entra Pablo Carlos Budassi. Ele teve a ideia de transformar os mapas em um grande círculo enquanto fazia hexaflexágonos para o aniversário de um ano de seu filho – polígonos de papel com um número enganadoramente grande de faces.

“Naquele dia, veio a ideia de uma visão logarítmica e, nos próximos dias, consegui [montar o círculo] com Photoshop usando imagens da NASA e algumas texturas criadas por mim”, Budassi contou ao portal Tech Insider. [ScienceAlert]


Fonte: Hypescience

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Vida

Mais uma dica de filme astronômico no nosso site. Agora é a vez de Vida (“Life”), lançado nos cinemas em abril deste ano.

O filme conta a história de seis astronautas que estão em uma estação espacial, com objetivo de estudar amostras coletadas no solo de Marte por um satélite. Dentre elas está um ser unicelular, que é tido como a primeira forma de vida encontrada fora da Terra.

A população na Terra comemora a façanha e um concurso mundial elege o nome do nosso novo vizinho: Calvin. À medida que Calvin vai tomando maiores proporções, surge a dúvida: “era melhor quando estávamos sozinhos no universo?“. Confira o trailer legendado:

Ficha técnica

Título original: Life
Direção: Daniel Espinosa
Elenco: Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds, Rebecca Ferguson mais
Gêneros: Ficção científica, Suspense
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: Sony Pictures

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Cientistas das ondas gravitacionais ganham Nobel de Física

Rainer Weiss, Barry Barish e Kip Thorne: vencedores do Nobel de Física em 2017 (Prêmio Nobel/Divulgação).

Copenhague – Os cientistas Rainer Weiss, Barry C. Barish e Kip S. Thorne foram agraciados nesta terça-feira, 3 de outubro de 2017, com o prêmio Nobel de Física 2017 pela “contribuição decisiva para o detector LIGO e a observação de ondas gravitacionais”, anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia.

Os três premiados contribuíram “com entusiasmo e determinação” de forma “inestimável” para colocar em funcionamento o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (LIGO), iniciativa que detectou essas ondas pela primeira vez.

Após “quatro décadas de esforços”, este projeto no qual colaboram cerca de mil cientistas de 20 países, foi o que detectou pela primeira vez, em 14 de setembro de 2015, este fenômeno cósmico que Albert Einstein tinha predito um século antes na Teoria Geral da Relatividade.

Os cientistas Kip Thorne, Rainer Weiss e Barry Barish, vencedores do Nobel de Física; eles desvendaram o mistério das ondas gravitacionais (Foto: Andrew Harnik/AP e R.Hahn/Public Domain).

Essa vibração, que chegou à Terra de forma “extremadamente débil”, provinha da colisão de dois buracos negros, ocorrida há 1,3 bilhão de anos, explica o júri.

A medição “é já uma promissora revolução na astrofísica”, argumenta o comunicado de imprensa da Academia.

Weiss receberá a metade do prêmio em dinheiro deste Nobel e seus dois colegas compartilharão o resto.

Ondas foram provenientes de dois buracos negros, a 1,8 bilhão de anos-luz da Terra.

Os três físicos foram reconhecidos neste ano, junto ao projeto LIGO, com o Prêmio Princesa das Astúrias de Investigação Científica e Técnica.

Weiss, Thorne e Barsih trabalham na Colaboração Científica LIGO e VIRGO, que une os detectores do LIGO localizados em Livingston (Louisiana) e Hanford (Washington) e o detector franco-italiano VIRGO, localizado perto de Pisa (Itália)

Rainer Weiss, que nasceu em Berlim em 1932, trabalha no Instituto de Tecnológico de Massachusetts (MIT); enquanto Barry Barish, nascido em Omaha (Estados Unidos) em 1936, trabalha no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) junto ao seu colega Kip S. Thorpe, nascido em Logan (Estados Unidos) em 1949.

No ano passado, a Real Academia Sueca das Ciências reconheceu com o Nobel de Física os britânicos David Thouless, Duncan Haldane e Michael Kosterlitz, por descobrir estados pouco usual da matéria que abriram a via ao desenvolvimento de materiais inovadores.

A dotação do prêmio é de 9 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão), depois que neste ano a Fundação aumentou o montante dos prêmios Nobel pela primeira vez em cinco anos.


Fonte: EXAME

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Fenelivro 2017

O escritor Rômulo Bourbon participa de palestra e sessão de autógrafos do livro "A Lua Tristonha" durante a FENELIVRO.

O escritor Rômulo Bourbon participa de palestra e sessão de autógrafos do livro “A Lua Tristonha” durante a Fenelivro. Centro de Convenções de Olinda, 23/9/2017.

Pessoal, a Feira Nordestina do Livro – Fenelivro foi um sucesso! Realizada no Centro de Convenções de Olinda/PE, de 20 a 24 de setembro de 2017, a Fenelivro superou todas as expectativas.

Durante a feira, cerca de 63 mil pessoas passaram pelo evento para prestigiar os 72 estandes dedicados aos livros, além de 30 estandes com expositores culturais, colégios, faculdades e cursos.

A exposição contou com a participação de artistas consagrados, como o escritor Raimundo Carrero e o músico Silvério Pessoa. No sábado (23), foi a vez do escritor Rômulo Bourbon fazer palestra e promover sessão de autógrafos da obra “A Lua Tristonha”.

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O escritor Rômulo Bourbon promoveu sessão de autógrafos para os pequenos leitores de “A Lua Tristonha”. Fenelivro, 23/9/2017.

Para você que perdeu o evento, não se preocupe! Ano que vem teremos mais Fenelivro! Até a próxima!

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Livro “A Lua Tristonha” é doado à escola Paulo de Souza Leal

O escritor Rômulo Bourbon junto à diretora Ísis dos Anjos. Livro “A Lua Tristonha” doado à escola Paulo de Souza Leal, em Tejipió, Recife/PE.

No dia 21 de setembro de 2017, o escritor Rômulo Bourbon compareceu à escola Paulo de Souza Leal, no bairro Tejipió, Recife/PE, dando apoio ao projeto Turminha do MPF, cujo objetivo é contribuir para a formação de crianças e adolescentes, estimulando o exercício da cidadania.

Foram discutidos temas de relevância social, como proteção ao meio ambiente, direitos e deveres da população. A plateia foi formada por alunos do 9º ano do ensino fundamental da rede estadual de ensino. Na oportunidade, foi feita doação de exemplar da obra A Lua Tristonha para a instituição.

Na foto, o escritor Rômulo Bourbon fala sobre o projeto Turminha do MPF (foto: Ascom – PR/PE).

Exemplar da obra “A Lua Tristonha” entregue à escola Paulo de Souza Leal (foto: Rômulo Bourbon).

Livros da “Turminha do MPF” distribuídos entre os alunos (foto: Ascom – PR/PE).

A Turminha do MPF é composta por dez personagens (incluindo um cão-guia), que buscam representar a diversidade da população brasileira. Essa diversidade foi expressa nas idades, etnias (indígena, negros e brancos) e condições de acesso (deficiente visual).

Como dizia Rubem Alves, “um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar”.

Acesse:

turminha.mpf.mp.br

aluatristonha.wordpress.com

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Há 68 planetas no ângulo perfeito para observar o Sistema Solar

© iStock Sorria, você está sendo filmado- há 68 planetas no ângulo perfeito para observar a Terra.

Desde que foi lançado, em 2009, o telescópio espacial Kepler detectou mais de 4 mil potenciais exoplanetas. Segundo a NASA, só temos certeza da existência de 2,3 mil deles. Destes, 30 são rochosos, mais ou menos do tamanho da Terra e estão na zona habitável de suas estrelas, o que os torna sérios candidatos a abrigar vida como a conhecemos (baseada em carbono, oxigênio e outros elementos familiares da tabela periódica).

Astrônomos sabem disso pelo método Sherlock Holmes, com o máximo de dedução e o mínimo de informação. O detetive britânico, na obra Silver Blaze, conclui que o suspeito tinha que ser frequentador da casa em que ocorreu o crime porque o cachorro não latiu quando ele entrou (esse spoiler já é domínio público). De forma análoga, astrônomos sabem que uma estrela tem um ou mais planetas em sua órbita não porque veem os planetas em si, mas porque percebem que a estrela brilha menos em intervalos regulares – justamente quando os planetas estão passando na sua frente e fazem um pouco de sombra.

Observação direta, claro, é impossível. Astros de porte similar ao do nosso, além de minúsculos na escala cósmica, estão a muitos anos-luz daqui e não emitem luz própria. Se uma estrela já parece um pontinho no céu, imagine só um planeta com diâmetro cem vezes menor?

A sacada é linda. Mas seria muita pretensão nossa achar que só a Terra deu bons detetives. Qualquer alienígena da Via Láctea com mais de dois neurônios e um telescópio bom de verdade pode apontá-lo para o Sol. E assim como nós perceber que, em intervalos regulares, sua luz é ofuscada por algum dos oito planetas que passam na sua frente o tempo todo – inclusive o nosso, que é, nas palavras de Jimi Hendrix, “a terceira pedra a partir do Sol”. Bingo: nessa situação hipotética, uma civilização com tecnologia similar à nossa já teria a Terra (ou Marte, ou Júpiter ou qualquer outro vizinho) em seus registros.

Qual deles? Aí a conta fica mais difícil. “Planetas maiores naturalmente bloqueiam mais luz conforme eles passam na frente de suas estrelas”, afirmou em comunicado Robert Wells, que identificou, em um estudo, 68 exoplanetas que estão em uma posição privilegiada para detectar o Sistema Solar usando mesmo método que nós aplicamos por aqui. “Acontece que o fator mais importante é a distância entre o planeta e a estrela que o hospeda. Como os planetas rochosos [Terra , Marte etc.] estão muito mais próximos do Sol que os gigantes gasosos [Saturno, Júpiter etc.], é mais provável que eles sejam vistos passando na frente dele.”

Um observador posicionado de maneira aleatória teria apenas 2,51% de chance de observar um dos planetas do Sistema Solar. A chance de observar dois ao mesmo tempo é dez vezes menor, o,22%. Dos 68 planetas que estão na posição ideal para observar o Sistema Solar, só 9 veriam a Terra. Nenhum desses 9 é considerado habitável, ainda bem.

Esses valores são minúsculos em comparação ao número de exoplanetas que efetivamente existem por aí. Isso acontece porque, para ver a Terra (ou qualquer outro planeta), não basta ser capaz de observar o Sol: é preciso, como já explicado, observá-lo de um ângulo em que os planetas passem na sua frente e ofusquem sua luz. Tudo questão de perspectiva. Se você aplicar isso ao mapa do céu, é possível traçar uma linha que une os lugares de onde seria possível detectar a existência do nosso sistema planetário caso houvesse alguém lá fora para observá-lo. Veja a ilustração a seguir. A linha azul corresponde ao à Terra. As demais, aos outros sete planetas do Sistema Solar.

Ou seja: nossa privacidade está garantida, mas a recíproca é verdadeira. Da mesma forma que pouquíssimos ETs teriam a chance de ver a Terra, deve haver muitas Terras por aí, debaixo do nosso nariz, que nós nunca chegaremos a ver.

© Divulgação



Fonte: MSN Notícias

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Como acompanhar o eclipse solar total desta segunda-feira

Eclipse solar visto na Austrália: americanos viverão experiência semelhante, segundo a Nasa (Foto: NASA).

Na tarde desta segunda-feira (21), moradores e turistas em 14 estados americanos poderão acompanhar o primeiro eclipse solar total a cruzar os EUA de costa a costa em 99 anos, e de todo o território continental será possível observar o fenômeno ao menos parcialmente. Por isso, a preparação foi grande. Cidades dentro da faixa de totalidade esperam milhares de turistas e foram vendidos milhões de óculos especiais. Mas mesmo quem não está nos EUA poderá acompanhar o Sol ser escondido pela Lua em transmissões ao vivo pela internet.

A agência espacial americana preparou uma grande operação para o evento. A partir das 13h, pelo horário de Brasília, a Nasa inicia a transmissão de programação especial, com imagens capturadas em diversos pontos de observação e comentários de cientistas. Para evitar problemas com o tráfego, o sinal será distribuído pelo site da agência, mas também pelo Facebook Live, YouTube, Periscope, Ustream e Twitch.

Área por onde passará o eclipse solar total nos EUA.

As imagens serão transmitidas por repórteres em terra, em eventos promovidos pela agência e outros institutos de pesquisa, mas também por câmeras instaladas em 11 espaçonaves, três aviões, mais de 50 balões de alta altitude e astronautas e bordo da Estação Espacial Internacional, cada uma oferecendo um ponto de vista único deste raro evento celeste.

A cidade de Lincoln City, em Oregon, na Costa Oeste, será a primeira a observar o fenômeno. A Lua começará a cobrir o Sol às 13h04 (horário de Brasília) e a totalidade será entre as 14h16 e 14h18, com o fim do fenômeno às 15h36. Charleston, na Carolina do Sul, será uma das últimas cidades dentro da faixa de totalidade. Por lá, o eclipse começa às 14h16, e o eclipse total acontece entre 15h46 e 15h48.

Do Brasil, moradores de alguns estados das regiões Norte e Nordeste poderão acompanhar o eclipse parcialmente, sendo Macapá o melhor ponto de observação entre as capitais.

De acordo com as previsões, os macapaenses poderão ver a Lua cobrindo 40,9% do Sol, com início do eclipse às 16h09m e pico às 17h09m. Moradores de Boa Vista, Belém, São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife poderão ver entre 30% e 40% do Sol coberto. Em Salvador, a cobertura será de 12,6%, e, em Brasília, apenas 2%. Estados mais ao Sul, incluindo o Rio de Janeiro, ficam fora da faixa. Os horários exatos do fenômeno podem ser conferidos no site Time and Date.

Os eclipses totais do Sol não são exatamente raros. Eles acontecem aproximadamente a cada dois anos, mas a faixa de totalidade é estreita e curta. O último visto do Brasil aconteceu em março de 2006, cobrindo uma pequena região do Nordeste, entre os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. A próxima vez será em agosto de 2045. Em 2 de julho de 2019, um eclipse total vai cruzar o Chile e a Argentina, sendo visto parcialmente das regiões Sul e Sudeste, incluindo o Rio de Janeiro. O fenômeno se repetirá em 2020.

Os pesquisadores lembram que, seja no eclipse total ou parcial, é preciso cuidado na observação. Nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção — velhos negativos de filmes fotográficos e chapas de radiografias não funcionam para a proteção adequada. Estudos indicam que menos de 30 segundos de observação direta podem ser suficientes para provocar danos permanentes na retina, incluindo a cegueira. E o uso de binóculos ou telescópios potencializam os riscos.

Para acompanhar o eclipse, basta acessar o site da NASA ou o canal de Tv da agência no youtube NASAtelevision


Fonte: Época Negócios

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