Primeiro planeta parecido com a Terra é encontrato: Kepler 22-b

crédito: Nasa

Existiria outro lugar semelhante à Terra? Um planeta com um clima ameno, propício para a vida? Até então, nunca se soube. Mas cientistas da NASA anunciaram nesta terça-feira, 6 de dezembro de 2011, a localização de uma verdadeira joia do céu: o Kepler-22b.

Trata-se de um planeta como nenhum outro, ou melhor, comparável apenas à Terra. Ele tem dimensões medianas e está localizado na chamada zona habitável de uma estrela, ou seja, nem muito perto (a ponto de ser extremamente quente) nem muito longe (o que o tornaria frio demais).

Kepler 22-b encontra-se cerca de 600 anos-luz de distância e tem cerca de 2,4 vezes o tamanho da Terra, com uma temperatura de cerca de 22 graus Celsius (um clima bem agradável, não?).

Ilustração do Kepler-22b, um mundo que orbita confortavelmente na zona habitável de uma estrela similar ao Sol. Crédito: NASA/Ames/JPL-Caltech

Kepler 22-b está 15% mais perto de seu sol do que a Terra está do nosso sol, e seu ano dura cerca de 290 dias (o nosso ano dura 365 dias, lembram?).

Até agora, esse é o planeta mais próximo parecido com o nosso – uma “Terra 2.0″. O que os astrônomos ainda não sabem, no entanto, é se Kepler 22-b é feito principalmente de gás, rocha ou líquidos (puxa! Terra e Kepler 22-b: planetas gêmeos???)

Esta é a primeira vez que um planeta preenche tantos requisitos necessários para abrigar vida. Além de sua posição, o Kepler-22b tem um tamanho relativamente parecido com o da Terra, trazendo a possibilidade de sua gravidade ser suficiente para a sobrevivência de seres vivos.

A descoberta do planeta Kepler 22-b só foi possível com a ajuda de um dos mais poderosos olhos no espaço: o telescópio Kepler, observatório norte-americano de cerca de 1t que envia imagens do espaço profundo para a Terra desde 2009.

Ilustração mostra o Telescópio Kepler, lançado ao espaço em 2009. Primeria missão da Nasa capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra ─ e talvez menores ─ em torno de estrelas

Antes de sonhar em encontrar água, fator essencial para a existência de vida, será preciso descobrir se o Kepler 22-b é rochoso, como Terra e Marte, ou gasoso, a exemplo de Júpiter. Segundo os cientistas, mais “Terras 2.0″ podem ser confirmadas no futuro.

Talvez a insistência dos pesquisadores em descobrir um planeta habitável se justifique, pois os recursos naturais da Terra vem se esgotando rapidamente, em velocidade diretamente proporcional ao crescimento da população.

Vale lembrar que a população mundial chegou à marca de 7 bilhões de pessoas, em 31/10/2011, segundo estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas), e segue crescendo em uma velocidade jamais vista. Em 2050, este número deve alcançar 9,3 bilhões.

Possivelmente, os estudos sobre planetas viáveis para a vida humana servirão para que as próximas gerações busquem alternativas para o caso de os recursos naturais da Terra se esgotarem, inaugurando uma nova era de uma inédita colonização espacial humana.

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