Dia Internacional do Livro Infantil

Hans Christian e um de seus principais personagens – O Patinho Feio

Neste dia 02 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil. A data foi escolhida em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, nascido em 02 de abril de 1805 e autor de clássicos infantis como o “O Patinho Feio”.

Hans Christian Andersen é autor de outras histórias mundialmente famosas como “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia”, “As Roupas Novas do Imperador” e “A Princesa e as Ervilhas”.

"A Pequena Sereia" e "O Soldadinho de Chumbo" são alguns dos clássicos da literatura infantil escritos por Hans Christian Andersen.

Os livros infantis são as obras escritas, ilustradas ou não, que são lidas pelas crianças. Eles podem trazer contos de fadas, lendas, fábulas ou histórias de aventuras e geralmente são inspirados nas lendas e tradições de folclore dos povos.

Mesmo que não tenham sido escritos exclusivamente para as crianças, serão classificados como infantis os livros que são lidos e apreciados por elas. A literatura infantil engloba desde os clássicos da literatura mundial aos livros apenas ilustrados, sem texto.

As histórias infantis também ensinam valores morais e éticos, como nas “Fábulas de Esopo”. Esopo viveu na Grécia Antiga, no século VI a.C., e contou muitas fábulas conhecidas até hoje, como “A Raposa e as Uvas”, “A Lebre e a Tartaruga”, “A Cigarra e a Formiga”, dentre outras.

No século XVII, foi criado o primeiro livro ilustrado para crianças (“O mundo dos sentidos em pinturas”, 1654) do pedagogo Comenius; também surgiram os “Contos da Carochinha”, do francês Perrault, trazendo para a escrita contos de tradição oral, como “Chapeuzinho Vermelho”, “A Bela Adormecida no Bosque”, “A Gata Borralheira”, “O Pequeno Polegar”.

Do século XVIII vem “As Mil e Uma Noites”, conto árabe com versão em francês de Galland, e também os livros de aventuras para adultos que fizeram sucesso entre crianças e jovens como “Robinson Crusoé” (1719), de Daniel Defoe, e “As Viagens de Gulliver” (1726), de Jonathan Swift.

No século XIX, duas obras marcariam para sempre a história do livro infantil: a primeira, “Histórias para as Crianças e a Família” (mais conhecida como “Contos de Grimm”), um trabalho de pesquisa dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, estudiosos da língua alemã, com as narrativas populares e de fonte na mitologia nórdica recolhidas por eles: “Branca de Neve e os Sete Anões”, “João e Maria”, “Os Músicos de Bremen”.

A segunda, “Contos de Fadas”, do dinamarquês Hans Christian Andersen, que popularizou para a eternidade “O Patinho Feio” e “O Soldadinho de Chumbo”.

Considera-se que, com os bichos e os objetos falantes, os contos de fadas mudaram a história do livro infantil: deram o tom lúdico, porque, até então, só se escrevia para crianças de forma didática.

Os grandes livros e clássicos também vem do século XIX: “Alice no País das Maravilhas” e “Alice no País dos Espelhos”, de Lewis Carroll; “As Aventuras de Pinóquio”, de Carlo Lorenzini, sob o pseudônimo de Carlo Collodi. E os livros para jovens, os romances de Walter Scott e Alexandre Dumas, Charles Dickens e Mark Twain e Rudyard Kipling. E toda a obra do francês Júlio Verne (“Viagem ao Centro da Terra”, “Vinte Mil Léguas Submarinas”, “A Volta ao Mundo em 80 Dias”), primeiras obras do gênero ficção científica.

No Brasil, muitas foram as traduções dos clássicos estrangeiros. Mas, para abrir espaço aos autores nacionais, contribuíram muito os jornais infantis e principalmente a revista Tico-Tico, a partir de 1905, que existiu por quase meio século, lançando vários bons autores brasileiros.

Um dos mais notáveis autores de livros infantis foi Monteiro Lobato, nascido em Taubaté-SP, em 18 de abril de 1882. É dele uma das mais célebres histórias da literatura brasileira: o “Sítio do Pica-Pau Amarelo” (1921).

Maria José Dupré, Francisco Marins, os poetas Cecilia Meireles e Vinicius de Morais, Orígenes Lessa, Lygia Bojunga Nunes, Ziraldo, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Silvia Orthof estão entre os célebres, importantes e premiados autores que escreveram para crianças.

A Lua Tristonha (2011), do escritor pernambucano Rômulo Bourbon, é um livro infantil que conta a história de uma garota, Luana, que era apaixonada pela Lua. Mas ambas não mais se viam, pois a Lua só aparecia no céu à noite, quando as crianças já estavam dormindo. A Lua de tudo fazia para ser admirada, mas só havia uma forma de Luana e a Lua se encontrarem.

O livro infantil "A Lua Tristonha", do escritor Rômulo Bourbon, foi lançado em 17 de agosto de 2011, em Recife - Pernambuco.

Os pais devem incentivar a leitura desde a tenra idade dos seus filhos. Os livros infantis proporcionam o desenvolvimento do imaginário das crianças, bem como o aspecto cognitivo, desenvolvendo seu aprendizado em várias áreas da vida.

As histórias fazem as crianças refletirem sobre suas atitudes do cotidiano, em casa, na escola, tornando-as melhores enquanto pessoas humanas.

Fontes: IBGE/Brasil Escola

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