Brasil: o país dos raios

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Você sabia que o Brasil tem a maior incidência de descargas elétricas do mundo? Em 13 anos, entre 2000 a 2013, mais de 1.600 pessoas morreram pela fatalidade. Além disso, a maior parte dos casos ocorre no verão. Mas, não devemos entrar em desespero. Afinal de contas, para se proteger, é preciso conhecer o fenômeno.

Primeiramente, podemos dizer que o raio é uma troca de energia entre uma nuvem de grande extensão e a superfície da Terra, sempre pelo caminho mais curto. Essa transferência de descarga é rápida e poderosa.

O fato de estar numa cidade com muitos para-raios não protege as pessoas. É preciso estar dentro de um prédio ou de um carro. As praias, no entanto, são os locais de menor incidência – apenas 5% dos casos acontecem à beira-mar. Apesar disso, não dá pra confiar.

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Foto mostra queda de raio que faz vítima fatal uma mulher de 36 anos na Praia de Enseada, no Guarujá-SP, em 13 de janeiro de 2014.

O caso da foto acima ocorreu em Guarujá, no Estado de São Paulo, que, por sinal, é a unidade da Federação com maior número de mortes por raios. A foto registra o momento da queda do raio que matou um mulher de 36 anos na tarde de segunda-feira, 13 de janeiro de 2014, na Praia da Enseada.

As últimas vítimas atingidas por raios em um temporal de verão ocorreram no litoral norte paulista. Quatro pessoas morreram em decorrência de paradas cardiorrespiratórias após serem atingidas pela descarga elétrica e outras quatro foram atingidas. Elas estavam em um quiosque localizado na beira da praia no Canto do Forte, em Praia Grande. As vítimas se abrigavam do temporal em guarda-sóis, procedimento não recomendados nesses casos.

Então, confira as melhores formas de se proteger dos raios:

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Em casa:

1. Não use telefone com fio.

2. Não fique perto de tomadas, canos, janelas e portas metálicas.

3. Não toque em equipamentos ligados à rede elétrica.

Na rua:

1. Procure abrigo nos seguintes lugares:

– carros não conversíveis, ônibus ou outros veículos metálicos não conversíveis;

– em moradias ou prédios, de preferência que possuam proteção contra raios;

– em abrigos subterrâneos, tais como metros ou túneis;

– em grandes construções com estruturas metálicas;

– em barcos ou navios metálicos fechados;

– em desfiladeiros ou vales.

Ao ar livre:

1. Evite segurar objetos metálicos longos (varas de pesca, tripés, tacos de golfe etc).

2. Evite empinar pipas e aeromodelos com fio, andar a cavalo, nadar, ficar em grupos.

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Saiba que:

Pequenas construções (tendas, barracos, celeiros), veículos sem cobertura e árvores oferecem risco e não protegem. Topos de morros e de prédios, áreas descampadas, estacionamentos, cercas de arame, torres e árvores isoladas oferecem grande risco.

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Fonte: Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Matéria: “O perigo dos raios no verão brasileiro” (Jornal Diário de Pernambuco, 4 de janeiro de 2015).

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