Via Láctea, por Olavo Bilac

Admiring_the_Galaxy

Para quem acha que astronomia é pura física, desprovida de emoção, eis uma prova de que a poesia também está no zênite. Reproduzimos um trecho do poema “Via Láctea”, de Olavo Bilac:

XIII
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas”.

Ouça agora essa poesia na canção de Kid Abelha, “Ouvir Estrelas”:

Para ler a íntegra de “Via Láctea” (Olavo Bilac), clique em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000252.pdf

Até a próxima, astronautas!

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